A meditação é uma ótima opção para reduzir nossos índices de estresse, que estão aumentando cada vez mais, devido ao ritmo acelerado dos dias de hoje.
Ela estimula nossa autorregulação de estados emocionais, nos dá maior consciência e criatividade, pode aumentar o QI e estimula o sistema imunológico, entre muitas outras vantagens.
Os efeitos dessa prática em nosso corpo e mente são cientificamente comprovados. Inclusive, a meditação é indicada como complemento em diversos tratamentos tradicionais.
Vamos conferir o que essa prática pode trazer de benefícios para o seu cérebro, segundo a ciência.
Boa leitura!
1. A meditação para o cérebro previne o envelhecimento cerebral
Um estudo da UCLA (Universidade da California em Los Angeles) mostrou que pessoas que praticam a meditação regularmente apresentam um cérebro mais “preservado” e, portanto, mais jovem do que aqueles que não praticavam a meditação.
Conforme dados divulgados pela pesquisa, os participantes que praticaram meditação por uma média de 20 anos tiveram maiores volumes de massa cinzenta no cérebro.
Eileen Luders, Nicolas Cherbuin e Florian Kurth — autores do estudo, disponível na revista científica Frontiers in Psychology — acrescentam ainda:
“A meditação pode ser um possível candidato na busca por uma abordagem positiva, pois há ampla evidência de seus efeitos benéficos para vários domínios cognitivos, incluindo atenção, memória, fluência verbal, função executiva, velocidade de processamento, flexibilidade cognitiva geral, bem como monitoramento de conflitos e até criatividade.”*
2. Funciona como um ansiolítico natural
Apenas alguns minutos de meditação podem reduzir o estresse e diminuir os efeitos da depressão.
Um estudo realizado pela John Hopkins University, em 2014, mostrou que existe uma relação entre a meditação e a capacidade de reduzir os sintomas de depressão, ansiedade e dor.
Esse estudo apontou que o impacto da meditação é semelhante ao dos medicamentos para tratar a depressão, pois meditação é uma forma de treinar o cérebro.
Em publicação destinada ao tema, no site Harvard Health Publishing, encontramos uma explicação interessante:
“Descobriu-se que a meditação altera certas regiões do cérebro que estão especificamente ligadas à depressão. Por exemplo, os cientistas mostraram que o córtex pré-frontal medial (CPFM) torna-se hiperativo em pessoas deprimidas.
O CPFM é frequentemente chamado de ‘centro do eu’, porque é onde você processa informações sobre si mesmo — como preocupações com o futuro e ruminações sobre o passado.
Quando as pessoas ficam estressadas com a vida, o CPFM entra em ação.
Outra região do cérebro associada à depressão é a amígdala, ou ‘centro do medo’.
Essa é a parte do cérebro responsável pela resposta de luta ou fuga, que aciona as glândulas supra-renais para liberar o hormônio do estresse — o cortisol — em resposta ao medo e ao perigo percebido.
Essas duas regiões do cérebro trabalham umas com as outras para causar depressão.
O centro do eu fica agitado, reagindo ao estresse e à ansiedade, e a resposta do centro do medo leva a um aumento nos níveis de cortisol, para combater um perigo que está apenas em sua mente.
Pesquisas descobriram que a meditação ajuda a quebrar a conexão entre essas duas regiões do cérebro.”*

Muitas pessoas têm a ideia de que meditar é sentar e não fazer nada, mas isso não é verdade.
A meditação é um treinamento mental para aumentar nossa consciência, além de ser uma excelente ferramenta para tratar os sintomas da depressão.
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3. Meditar melhora a capacidade de aprendizagem e a memória
Em 2011, pesquisadores da Universidade de Harvard descobriram que a meditação pode efetivamente alterar a estrutura biológica do cérebro.
O estudo mostrou que 8 semanas de meditação poderiam aumentar a espessura do hipocampo, área responsável pelo aprendizado e pela memória.
Da mesma forma, houve uma tendência a diminuir o volume da amígdala, responsável pelo medo, ansiedade e estresse.
4. Favorece a concentração e capacidade cognitiva
Ter problemas de concentração e atenção não é apenas uma questão infantil. É um problema que afeta milhões de adultos em todo o mundo.
Um estudo recente, realizado no Canadá, mostrou um interessante efeito da meditação: ela aumenta em cerca de 16% nossas capacidades de concentração na vida diária.
De acordo com a pesquisa, ao praticar meditação pelo menos duas vezes por semana, aumentamos nossa concentração e capacidade de evitar distrações, melhorando nossa qualidade de vida.
Se você se interessou sobre esse benefício da meditação, sugerimos que assista ao vídeo Meditar faz bem para o cérebro?, produzido pelo Hospital Israelita Albert Einstein.
Trata-se de uma animação, com duração aproximada de 1 minuto, por meio da qual você poderá aprender uma técnica básica para começar a meditar.
Confira:
5. Técnicas de meditação podem auxiliar no controle de ansiedade e fobias
Muitas pessoas meditam pelos benefícios quase imediatos na redução do estresse.
Nos últimos anos, várias técnicas de meditação foram popularizadas.
Uma delas, criada no Centro de Desenvolvimento da Mente da Universidade de Massachusetts, chama-se Redução do Estresse Baseada em Mindfulness.
Ela ajuda as pessoas a reduzirem sua ansiedade quando confrontadas com situações fora de sua zona de conforto.
A técnica consiste num curso de 8 semanas e diminui drasticamente os índices de estresse e a sensação de desespero frente a problemas. Seus efeitos podem duram anos.
Além disso, a Universidade de Stanford confirmou, em outra pesquisa de 2013, que as técnicas de meditação focadas na redução dos níveis de ansiedade geraram mudanças no cérebro dos pacientes, em regiões que envolvem o autocuidado e a ansiedade resultantes da pressão social.
Caso você queira aprofundar seus conhecimentos na técnica de mindfulness, encontrará ótimas referências disponíveis.
Dentre essas, podemos indicar uma obra recente, publicada pela Editora Artmed, com autoria de Ramon M. Cosenza — médico e doutor em Ciências, pela UFMG.
Trata-se do livro Neurociência e mindfulness: meditação, equilíbrio emocional e redução do estresse, cuja sinopse (disponibilizada no site da Artmed) você lê abaixo:
“Como a neurociência explica os efeitos da meditação?
A partir desse questionamento, este livro nos mostra, em linguagem acessível, como a meditação atua no cérebro, aumentando nossa capacidade de autorregulação, e como a atenção, a cognição, a emoção e a motivação se modificam em direção a um equilíbrio que aumenta a sensação subjetiva de bem-estar e permite uma existência mais saudável e serena. Inclui, ainda, a descrição de práticas meditativas recomendadas para impulsionar a obtenção do equilíbrio abordado ao longo da obra!”
6. Controlar vícios
Existem vários estudos que afirmam essa teoria.
Um deles, realizado pela American Lung Society, mostrou que a meditação é ainda mais eficaz do que programas para parar de fumar e, além disso, a duração de seu efeito é ainda maior do que a dos tratamentos tradicionais.
Isso pode se dar devido ao fato de que a meditação ajuda de alguma forma a “desconectar-se” desses hábitos. E tendo um estado mental e físico mais saudável, nos afastamos dos vícios.

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* Tradução nossa.